Há uma pergunta que decide metade dos orçamentos de wallbox e que quase ninguém antecipa: a casa aguenta? Uma wallbox de 7,4 kW pode representar mais consumo simultâneo do que todos os eletrodomésticos da casa juntos. Se a potência contratada é baixa ou o quadro elétrico é dos antigos, há trabalho a fazer antes de instalar o carregador.
Como saber se precisa de mais potência
Olhe para a sua fatura de eletricidade e procure a potência contratada, em kVA. Muitas casas em Portugal têm 3,45 kVA ou 6,9 kVA. Depois faça as contas ao pior cenário: forno ligado, máquina de lavar loiça a aquecer água, esquentador elétrico, e agora o carro a carregar a 7,4 kW. Se isso ultrapassa a potência contratada, o disjuntor geral desarma — e vai desarmar sempre à mesma hora, ao jantar.
Há dois caminhos, e nem sempre o mais óbvio é o melhor:
- Aumentar a potência contratada: resolve, mas aumenta o custo fixo mensal da eletricidade para sempre.
- Instalar gestão dinâmica de carga: um sensor lê o consumo total da casa em tempo real e a wallbox ajusta automaticamente a corrente de carga ao que sobra. Quando a casa acalma, o carro acelera. Para quem carrega de noite, o resultado é o mesmo e evita-se o aumento permanente da fatura.
Na visita técnica fazemos esta conta consigo e dizemos qual das duas compensa no seu caso. Não vendemos aumentos de potência que não sejam precisos.
Quadros elétricos antigos
Em muita da habitação mais antiga de Almada, do centro ao Laranjeiro e ao Pragal, os quadros elétricos são de outra era: sem espaço livre, com proteções desatualizadas, por vezes ainda com fusíveis, e sem diferencial adequado. Ligar uma wallbox a um quadro nestas condições não é aceitável — nem legal.
O que fazemos nestes casos:
- Substituição ou ampliação do quadro, com espaço para o novo circuito
- Instalação de disjuntor e diferencial dedicados ao carregamento, do tipo correto
- Verificação da secção dos condutores principais e da ligação à terra, que em casas antigas é frequentemente o ponto mais frágil
- Organização e identificação dos circuitos, para deixar de ser adivinhação quando algo dispara
Monofásico e trifásico
A maioria das casas em Portugal é monofásica, o que limita a wallbox a 7,4 kW — que, repetimos, chega perfeitamente para uso doméstico normal. Passar a instalação a trifásica é possível, mas envolve o comercializador e o operador de rede, custa dinheiro e tempo, e só compensa quando há razão de peso: carregar dois carros em simultâneo, uso muito intensivo, ou já haver outros consumos trifásicos previstos. Se lhe tentarem vender trifásico "porque é melhor", peça as contas.
Isto faz parte do orçamento da wallbox?
Depende do que a visita encontrar, e é exatamente por isso que insistimos na visita antes de dar preço final. Uma casa recente com quadro em condições e potência folgada não precisa de nada disto. Uma casa dos anos 70 com quadro original precisa. Preferimos dizer-lhe isso à cara antes de começar do que apresentar-lhe uma "surpresa" a meio da obra.
Peça a avaliação
Ligue para o 919 060 257 ou preencha o formulário. Se puder, tenha à mão a potência contratada (está na fatura) e uma ideia da idade do quadro elétrico. Com isso já conseguimos dizer-lhe se o seu caso aponta para trabalho prévio ou se é uma instalação simples.
Um exemplo prático de como se faz a conta
Imagine uma casa com 6,9 kVA contratados. Ao jantar, é normal ter em funcionamento simultâneo o forno (cerca de 2 kW), a placa (mais 2 kW num bico em uso), a máquina de lavar loiça na fase de aquecimento (perto de 2 kW), mais frigorífico, iluminação e eletrónica. Já se está perto do limite sem qualquer carro ligado. Acrescentar 7,4 kW de carregamento nessa janela horária faz disparar o disjuntor de forma garantida.
Agora a mesma casa às três da manhã: consumo de fundo abaixo de 0,5 kW. Há folga inteira para carregar à potência máxima. É por isto que, na esmagadora maioria dos casos domésticos, programar a carga para a madrugada resolve o problema sem aumentar potência nenhuma — e ainda apanha a tarifa mais barata. A gestão dinâmica de carga faz isto automaticamente, sem depender de o utilizador se lembrar de programar seja o que for.
O que verificamos na visita técnica
- Potência contratada e potência efetivamente disponível nos períodos relevantes
- Espaço livre no quadro e estado das proteções existentes
- Secção dos condutores de entrada e do circuito previsto para a wallbox
- Eficácia da ligação à terra, com medição
- Percurso e distância até ao ponto de instalação, que determina a secção do cabo novo
- Presença de outros consumos elevados que possam coincidir com a carga
No fim, sabe exatamente o que a sua casa precisa e porquê, com números em vez de opiniões.
Perguntas frequentes
Como sei qual é a minha potência contratada?
Está na fatura da eletricidade, expressa em kVA. Os valores mais comuns em habitação são 3,45, 6,9 e 10,35 kVA. Se não a encontrar, diga-nos e ajudamos a identificar.
Aumentar a potência faz a minha fatura subir muito?
O termo fixo diário sobe proporcionalmente ao escalão, e é um custo permanente. É por isso que, em muitos casos, a gestão dinâmica de carga sai mais barata a médio prazo do que subir de escalão.
O que é a gestão dinâmica de carga?
Um sensor mede o consumo total da casa em tempo real e comunica com a wallbox, que ajusta a corrente de carga ao que estiver disponível. Evita disparos do disjuntor sem obrigar a contratar mais potência.
Tenho de mudar o quadro elétrico só por causa da wallbox?
Só se o quadro não tiver espaço, condições ou proteções adequadas. Muitas casas recentes não precisam de intervenção nenhuma. Avaliamos na visita e explicamos porquê.
Vale a pena passar a instalação a trifásica?
Raramente, em habitação. Só compensa com carregamento de vários veículos, uso muito intensivo ou outros consumos trifásicos previstos. Para uso doméstico normal, uma wallbox monofásica de 7,4 kW é suficiente.
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Diga-nos onde quer instalar e o carro que tem. Respondemos depressa e sem compromisso.