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Cinco erros comuns na instalação de uma wallbox

Vemo-los repetidamente em instalações feitas à pressa ou por quem nunca tinha feito uma. Todos evitáveis, alguns perigosos.

À medida que o parque de carregadores domésticos cresce, cresce também o número de instalações feitas sem os cuidados devidos. Estes são os cinco problemas que mais encontramos quando nos chamam para diagnosticar uma wallbox que "deu problemas".

1. Proteção diferencial do tipo errado

O mais frequente e o mais mal compreendido. O carregamento de veículos elétricos pode gerar correntes de fuga com componente contínua, e há diferenciais comuns que ficam efetivamente "cegos" a esse tipo de fuga — deixam de proteger sem que ninguém dê por isso. Existem tipos específicos de proteção previstos precisamente para este cenário, e usá-los não é refinamento de instalador exigente: é requisito.

O sintoma típico da escolha errada é o oposto do que se esperaria: ou disparos aparentemente inexplicáveis, ou (pior) proteção que nunca dispara porque não deteta o que devia.

2. Cabo subdimensionado para a distância

A secção do cabo tem de ser calculada para a corrente e para o comprimento do percurso. Em distâncias longas, a queda de tensão obriga a subir a secção. Um cabo apertado nas contas aquece e faz o carro carregar abaixo do que devia. É o erro que produz aquela queixa comum de "a wallbox é de 7,4 kW mas nunca dá isso".

3. Ligar a um circuito já existente

Aproveitar o circuito das tomadas da garagem ou da iluminação porque "já lá está" é tentador e é errado. A wallbox precisa de circuito dedicado, do quadro até ao carregador, com proteção própria. Partilhar circuito significa somar consumos que não foram previstos e ficar sujeito a disparos e sobreaquecimento.

4. Ignorar a ligação à terra

Em casas antigas — e há muitas em Almada — a ligação à terra é inexistente ou ineficaz. Numa instalação de carregamento, a terra é a proteção que impede que uma falha se transforme em choque elétrico. Instalar uma wallbox sem verificar (e medir) a terra é uma das coisas mais irresponsáveis que se pode fazer neste trabalho. Explicamos porquê na página de quadro elétrico.

5. Não emitir certificação

Sem documentação, fica sem prova de que a instalação foi feita em condições — com implicações no seguro, no acesso a tarifários e apoios, e na venda da casa. É um problema silencioso: não se nota em nada no dia a dia, até ao dia em que se nota muito. Tratamos disto na página da certificação DGEG, incluindo regularização de instalações já feitas.

Se a sua instalação foi feita por alguém que não pediu para ver o quadro, não mediu a distância do percurso e não falou em certificação, vale a pena uma segunda opinião. A inspeção é rápida e, na maioria dos casos que vemos, as correções são simples.

Como evitar tudo isto

Antes de contratar, faça três perguntas: quem assina a documentação da instalação? que tipo de diferencial vai ser instalado? o preço inclui a visita técnica prévia? Quem faz este trabalho a sério responde às três sem hesitar.

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